terça-feira, 18 de outubro de 2011
Humanos industrializados
Trocam sentimentos por dinheiro, blocos de gelo tomam conta dos corações. E o amor? Morre de hipotermia. O aquecimento global derrete corações estragados e nosso paladar saboreia um azedo vazio. Pessoas mantidas por conservantes, esse é o comércio de humanos industrializados. Nas entrelinhas foi advertido que é prejudicial a saúde mas nossos olhos cegos de fome não lêem a bula. Eu proíbo à venda de tudo que está ao meu alcance mas é extremamente desapontante ver pessoas auto-rotuladas de produtos. Que a igualdade não seja só mais uma utopia, que amor seja nossa esperança e que a vida traga para as pessoas um pouco de inteligência.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Brinquedos e fardos
As coisas boas que deixamos para trás não nos deixam em paz, o que a rotina nos oferece hoje não nos satisfaz. A vida é assim, como uma criança que tenta abraçar vários brinquedos ao mesmo tempo e assim vai deixando que alguns caiam no meio do caminho, se arranhem, se estraguem e se você voltar para busca-los, pode ser que consiga mas vai derrubar outros brinquedos. E assim, cansada, continuará andando com os brinquedos que couberam em seus braços, pode ser que sinta falta dos brinquedos que derrubou e se valer mesmo a pena pode fazer uma segunda viagem, mas corre o risco de outra criança ter pegado seu brinquedo. Quem opta por abraçar todos os brinquedos não pode caminhar, não consegue evoluir, não sai do lugar. É assim com as pessoas também.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Imagine
Lê-se com o coração, fecha-se os olhos e deixa que as palavras invadam tua mente. Sente, torne seu coração presente. A cabeça é um quadro vazio que a imaginação preenche. Enfeita-se como festa de criança e dança. Abra os olhos e não se esqueça, faça com que a sua imaginação aconteça. Para um mundo com mais flores, pinte dores ou amores com as suas próprias cores.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Verdade clichê
Um sorriso colorido de vontade
Um coração sedento por verdade
Um olhar pedindo um beijo seu
Uma lágrima que já te esqueceu
Clichê e vazio
Distante ou frio
Modernidade não me conforta
Do contrário, só me entorta
Se erro é por prazer
Se te culpo é sem querer
Fora das estatísticas de felicidade
Diversão de verdade não têm idade.
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