quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Espaços

O espaço vazio nunca é só um espaço vazio, mesmo que algo não seja nada, o nada é sempre alguma coisa e até mesmo a ausência é um sentimento, ela não pode ser nada pois ela não é indiferente, ela é um espaço interno e o próprio espaço é você, nós somos feitos de espaços.

sábado, 6 de julho de 2013

Volta

Estou perdida dentro de mim mesma, como naqueles sonhos em que se cai, cai, cai, cai... Fecho os olhos e dentro de mim é tudo um enorme labirinto no qual eu nunca encontro a saída. Sinto vontade de chorar, meu coração aperta contraído de angústia mas nenhuma lágrima cai. Fecho os olhos e estou só pois me fazer companhia tem se tornado um fardo. Fecho os olhos já molhados e lembro de mim com saudade... Volta, eu arrumei a sua cama, volta...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A cor das lembranças


Dias cinzentos por natureza são destinados a uma certa nostalgia. Em meio a uma série de pensamentos que rodeiam minha mente de maneira tão rápida que quase me fazem cair, eu me deparo com a seguinte pergunta "Qual a cor das lembranças?". Será o envelhecido tom de sépia com manchas do tempo ou a escala de cinza, como algo que perdeu todas as suas cores gradativamente assim como sua importância? Se o nosso presente carrega consigo todas as cores, eu elejo apenas uma para recordar meus sentimentos, ao meu ver nossas lembranças tem a cor de um fim de tarde, o tom de alaranjado do sol que se põe encerrando nossas crônicas diárias.

domingo, 30 de junho de 2013

Borboletas


Um breve diálogo comigo mesma:
Fazia tempo que eu não sentia borboletas no estômago. 
Mas espera, eu odeio borboletas.
Porque?
Porque eu tenho medo delas.
Porque?
Porque a verdadeira forma delas me assusta.
Com o amor é a mesma coisa.