quarta-feira, 23 de abril de 2014

Fragmentos de amor

Porque as pessoas insistem em colocar o amor apenas como verdadeiro se presente de forma atual no mundo físico? O amor, o amor mesmo ultrapassa o tempo. Eu senti e sinto constantemente a plenitude do amor de forma infinita.
Logo me viro para meu baú de memórias e observo lá algumas pessoas que passaram pela minha vida mas que hoje não mais fazem parte do meu dia a dia de forma física, porém agem através de mim por meio das contribuições que deixaram para que eu pudesse me tornar a pessoa que sou hoje... E sei que as amo, eu as amo.
Eu amo infinitamente quem está aqui presente e não vou deixar de amar quem decidir partir. Sinto sim aquela dorzinha no peito, aquela mágoa pequenina por quem partiu sem explicação e chamo isso de “Aquela saudade”. Assim como algumas pessoas precisaram partir eu também tive que partir muitas vezes para entender que a vida é um ciclo sem fim e que não somos mais quem éramos no passado e que aquelas pessoas tiveram que ir embora pra se tornarem outras e assim evoluir. Mas o amor não deixa de ser verdadeiro quando alguém vai embora, porque as pessoas que marcam nossa vida vivem eternamente dentro de nós, ninguém vai embora intacto... O amor vive em nossas lembranças de forma plena e age sobre nós diariamente. Se pararmos então para pensar... Somos feitos de amor! Então como podem nos dizer que o amor que sentimos não é verdadeiro?

Digo com todas as letras EU AMO e sinto vontade de gritar EU AMO! EU AMO! EU AMO!

Mas as vezes não... As vezes não falo nada.
Sempre que amamos sentimos a vida infinita pulsando em nossas veias mas a roda da vida não para, tenho medo de futuramente precisar ir embora, tenho medo que o meu amor seja visto como ilusório quando sei que ele é infinito. Deixando em meu bauzinho todos estes amores, me volto agora para o meu presente e sei que unir o ideal de amor ao amor em meu cotidiano é como ser levado pela forte correnteza de um rio, para permanecermos juntos basta não soltarmos aos mãos, ninguém exclui a possibilidade de cairmos nas pedras, mas depois de entender que somos feitos de amor a vida não tem nenhum sentido se não for pra segurarmos as mãos daqueles que amamos. E se um dia precisarmos partir, soltaremos juntos nossas mãos e levaremos nos bolsos fragmentos de nosso amor.

“A coisa mais importante que se pode aprender é simplesmente amar e em troca amado ser” Moulin Rouge.

sábado, 29 de março de 2014

Fuga Urbana

Eu quero dar um tempo, eu quero tomar um ar. Quero acordar com alguém dizendo "Vamos a praia?" e ir a praia mesmo sabendo que vamos deitar na areia e dormir novamente, porém ouvindo a brisa do mar. Eu quero caminhar e conversar sem correr pra lugar nenhum, sem ter onde chegar. A cidade as vezes me deixa em caos por dentro, é como ficar em pé numa placa de madeira que flutua na água e dança mas não querer se molhar. Tentar me manter em equilíbrio tem me deixado exausta, eu preciso me acostumar! Mas preciso mais ainda planejar minha próxima pequena e plena fuga urbana.

quarta-feira, 26 de março de 2014

O despertar de dentro


O medo apaga a luz, o medo fecha a porta, o medo é inconsciente... Mas a força é maior que o medo e o medo se nós quisermos vai embora. Falei pro medo que ele só tava aqui de visita mas ele não é muito educado, o medo está encostado. Logo percebi que acender a luz era como dizer "Até logo" e que eu não precisava me importar se minhas retinas só viam escuro, porque a luz estava em mim. Ah, o despertar de dentro! O dentro que antes era tão escuro... Entrei lá e acendi a luz, mas a luz de lá é tão fraca que as vezes chega a doer os olhos. Sei que preciso trocar de lâmpada mas o teto é tão alto que ainda não sei como chegar lá. Sei que a luz está em mim, mas ela ainda não brilha o suficiente para que eu consiga enxergar com clareza...

...Enquanto isso basta não ter medo do escuro.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O passado

O passado, um holograma... Às vezes amamos uma lembrança, as vezes aprendemos a amar o presente, as vezes queremos conversar com nosso passado mas ele prefere ficar em silêncio, as vezes queremos toca-lo mas é inútil. Após amar alguém, após amar a lembrança, após ver ela se esvaindo eu me amo infinitamente porque o passado me modificou e o que eu mais amava agora tenho em mim e sigo assim... Como uma abelha que recolhe o néctar do fundo de cada flor e o guarda para futuramente produzir mel. O que aprendemos com cada pessoa agrega a nossa essência, nós estaremos eternamente em construção.

Apenas pensamentos de uma madrugada.